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A evolução do amazonida: um olhar a partir da Amazônia

A evolução do amazonida: um olhar a partir da Amazônia – A Fama Amazônica, dentro de seu contexto de pesquisa, vivência e observação direta no Amazonas e na Amazônia, pode constatar que, ao longo dos tempos, os modelos de sociedade que mais deram certo foram os das tribos indígenas.

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Isso se deve, principalmente, às características do modo de viver indígena, onde cada indivíduo respeita o outro, o coletivo e a natureza. Esse equilíbrio social, construído sem excessos, sem disputas desnecessárias e com forte senso de pertencimento, chega a causar inveja em sociedades ditas “modernas”, não apenas na Amazônia, mas no Brasil e no mundo.

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É um modelo que não se baseia apenas em laços de sangue, mas em laços de convivência, respeito e função social — algo que a sociologia moderna tenta explicar, mas que os povos originários já praticavam há séculos.

Parentins: uma sociedade artística que evoluiu diferente

Dentro dessas reflexões, eu, Almir Souza, após mais de três décadas de observação, cheguei a uma conclusão muito clara: existe uma população no Amazonas que se destaca de forma singular — a população da ilha de Parintins.

Parintins não se desenvolveu apenas economicamente ou estruturalmente.
Ela evoluiu culturalmente, artisticamente e socialmente.

O parintinense vive a arte como modo de vida.
A música, a pintura, o boi-bumbá, a criação, o fazer coletivo — tudo isso está integrado ao cotidiano. Diferente de outros sistemas sociais, onde a arte é acessório, em Parintins ela é identidade.

Por isso afirmo, de forma consciente e comparativa: O parentino e a parentina evoluíram muito mais.

Não no sentido biológico ou científico frio, mas no modo de viver em sociedade, na forma de se expressar, de pertencer e de construir coletivamente.

Comparação com outros modelos sociais

Ao comparar pessoas da ilha com outros sistemas sociais urbanos e tradicionais, fica evidente que Parintins se aproxima mais do modelo indígena de convivência, mesmo inserida no mundo contemporâneo.

Há: forte identidade coletiva – respeito às tradições – valorização da família (nuclear e extensa) e um senso artístico que organiza a vida social –  Enquanto muitas sociedades se fragmentaram, Parintins se fortaleceu culturalmente.

Conclusão

A frase “o parentino e a parentina evoluíram muito mais” não é meme, nem brincadeira.
É uma afirmação cultural, construída a partir de vivência, comparação e reflexão sociológica.

Ela representa um povo que escolheu a arte, a coletividade e a identidade como caminho de evolução.

E isso, sim, é desenvolvimento.

Por Almir Souza
Fonte Redação Fama
Foto AAS

Almir Souza

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