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Fama Amazônica – Por um Padrão Brasil de Proteção Digital para Nossas Crianças

Fama Amazônica – Por um Padrão Brasil de Proteção Digital para Nossas Crianças – Fama Amazônica alerta: não se trata de “pais que não sabem dizer não”, mas de indústrias inteiras construídas para maximizar tempo de tela — não bem-estar. Por isso, a resposta precisa ir além do esforço individual. É política pública. É responsabilidade coletiva.

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Hoje, crianças e adolescentes brasileiros — especialmente na Amazônia e em periferias urbanas — estão entre os campeões mundiais de tempo diário em telas. O país vive uma situação que exige coragem, responsabilidade social e ação urgente.

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Chamado à ação: por uma infância menos vigiada pela tela e mais abraçada pela vida

Se queremos que jovens passem menos tempo presos à rolagem infinita, precisamos oferecer alternativas reais, acessíveis e públicas:

• Mais natureza e esportes nos bairros
• Cultura, ciência e tecnologia dentro das escolas
• Programas específicos para juventude amazônica e periférica
• Ambientes seguros, criativos e estimulantes fora das telas

Proteger da tela significa trazer a vida para o centro da política pública.

O que seria um “Padrão Brasil” de proteção digital?

Inspirado na experiência australiana, mas com a nossa realidade, diversidade e potência, propomos discutir um modelo que inclua:

• Proibição de contas em plataformas com restrição etária para menores de 16 anos;
• Obrigação das empresas de tecnologia adotarem medidas efetivas para impedir o acesso inadequado;
• Proibição de uso dos dados de verificação de idade para publicidade direcionada.

Não se trata de criminalizar adolescentes nem transformar pais em infratores. A lógica é outra: transferir o peso da responsabilidade para quem lucra com a atenção das crianças, obrigando as plataformas a projetar sistemas realmente seguros — ou limitar o uso até que isso seja garantido.

O problema não é a internet. É a falta de proteção inteligente.

As redes sociais têm valor:
• Conectam jovens da Amazônia ao mundo;
• Dão voz a minorias e movimentos ambientais;
• Estimulam criatividade, debate público e aprendizado.

Mas o design dessas plataformas — feito para prender, estimular dependência e explorar vulnerabilidades — não leva em conta a maturidade emocional e cognitiva dos jovens.

Pesquisas internacionais associam o uso precoce e intenso de redes por adolescentes a:
• Aumento de ansiedade e depressão;
• Piora do sono e do rendimento escolar;
• Exposição a bullying, ódio, desinformação e pressão estética tóxica.

Educação digital em todas as escolas

Um Padrão Brasil não pode ser só restrição. Precisa vir acompanhado de educação midiática e digital nas redes públicas e privadas, desde cedo:

• Como funcionam algoritmos;
• Identificação de fake news;
• Discursos de ódio;
• Golpes digitais;
• Proteção de dados;
• Ética digital;
• Pensamento crítico.

Preparar crianças e adolescentes para a internet é tão urgente quanto alfabetizar.

Convocação da Fama Amazônica

A Fama Amazônica convida toda a sociedade brasileira — famílias, escolas, empresas, Congresso Nacional, governos e organizações civis — a iniciar um debate sério sobre um Padrão Brasil de proteção digital da infância e adolescência.

Um modelo criado por nós, para nossas crianças, para nossa Amazônia, para nosso futuro.

**Por uma infância menos vigiada pela tela.

Por uma juventude mais abraçada pela vida.**

por Almir Souza-Redator Hacker Free Lancer
Fonte Redação Fama
Foto AAS

Almir Souza

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