Fama Amazônica em Alerta: Justiça Freia Tentativa de Acordo que Favoreceria Maior Desmatador da Amazônia
Fama Amazônica em Alerta: Justiça Freia Tentativa de Acordo que Favoreceria Maior Desmatador da Amazônia – A Revista Fama Amazônica acompanha com extrema preocupação as recentes notícias envolvendo um acordo que poderia ter beneficiado um dos maiores desmatadores da Amazônia.
A tentativa de conciliação entre o Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT) e empresas controladas pela família de Antônio José Junqueira Vilela Filho — conhecido nacionalmente como “o maior desmatador da Amazônia” — foi barrada pela Justiça estadual, que identificou riscos de dano irreversível ao patrimônio ambiental.
O Caso: Ameaça ao Parque Estadual Cristalino 2 -O acordo vetado previa a redução de 13 mil hectares do Parque Estadual Cristalino 2, área criada em 2001 com 118 mil hectares após doação da União. Em troca, os infratores criariam uma RPPN de apenas 5 mil hectares — uma troca considerada desproporcional e nociva por especialistas.
As empresas envolvidas, Sociedade Comercial e Agropecuária Triângulo Ltda. e Sociedade Comercial AJJ Ltda., pertencem à família responsável por inúmeras denúncias de devastação ilegal. A Triângulo já foi acusada na Operação Rios Voadores de ocultar propriedades desmatadas com uso de laranjas para expandir áreas ilegais de pecuária.
Polêmica Interna no MP e Falta de Participação da União
A minuta do acordo foi elaborada pela Procuradoria Especializada do MP-MT, mas promotores citados afirmaram não ter participado das tratativas, gerando desconforto interno e resistência.
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso suspendeu imediatamente qualquer avanço após pedido da União, que não foi incluída nas negociações apesar de ser a doadora original da área.
O desembargador Jones Gattass Dias destacou o risco de “fato consumado” capaz de causar danos permanentes ao patrimônio ambiental público.
O Que Está em Jogo
O Parque Cristalino 2 é uma das áreas mais estratégicas do Programa ARPA, considerado uma joia da biodiversidade amazônica.
A proposta rejeitada abriria precedente perigoso: regularizar ocupações ilegais e premiar quem lucra com destruição ambiental.
Organizações socioambientais alertam que o caso escancara o risco de retrocessos institucionais caso áreas públicas de proteção integral passem a ser tratadas como moeda de negociação política ou econômica.
Posição da Fama Amazônica
A Revista Fama Amazônica reforça sua missão de vigiar, denunciar e informar sobre ameaças ao patrimônio natural da Amazônia.
Este caso, que envolve interesses privados de um histórico desmatador, representa um sinal de alerta máximo.
A decisão judicial é um freio necessário, mas o episódio demonstra como a pressão sobre áreas protegidas permanece intensa — e como a sociedade deve se manter atenta.
A Fama Amazônica seguirá acompanhando o processo, cobrando transparência, respeito à legislação ambiental e proteção integral das florestas amazônicas.
Por Almir Souza
Fonte Redação Fama
Foto AAS





