Por que cabecear a bola em esportes como o futebol pode ser tão perigoso
Por que cabecear a bola em esportes como o futebol pode ser tão perigoso – O futebol é paixão, identidade cultural e ferramenta de inclusão social. Porém, à medida que o esporte evolui, cresce também a responsabilidade de proteger a saúde dos atletas — profissionais e amadores — especialmente quando falamos dos impactos repetidos na cabeça.
A pergunta que se impõe é clara: o que podemos fazer hoje para proteger os esportistas de doenças neurológicas, como a demência, na idade avançada? A resposta passa, cada vez mais, pela ciência, pela tecnologia e pela prevenção.
Pesquisadores da Universidade de Stanford, no estado americano da Califórnia, estão desenvolvendo capacetes para o futebol americano com absorventes de choque líquidos em seu interior. Estudos iniciais apontam que esses dispositivos podem reduzir os impactos na cabeça em cerca de 30%, um avanço significativo quando falamos de proteção cerebral.
No futebol tradicional, outra medida importante vem ganhando força: reduzir o número de cabeceios. No Reino Unido, por exemplo, graças às pesquisas lideradas pelo neurologista Willie Stewart, as categorias de base já eliminaram o cabeceio, priorizando o desenvolvimento técnico sem expor crianças e adolescentes a riscos desnecessários.
O grupo de Stewart também defende com sucesso a redução drástica dos cabeceios durante os treinos. Segundo o pesquisador, um dado chama atenção:
“Quando conversamos com jogadores de futebol, descobrimos que eles podem cabecear a bola cerca de 70 mil vezes ao longo da carreira, mas apenas 2 mil vezes durante jogos oficiais.”
Isso significa que aproximadamente 68 mil impactos ocorrem nos treinos, longe dos olhos do público, da imprensa e, muitas vezes, sem qualquer monitoramento médico adequado.
Diante desse cenário, a ciência é clara: a prevenção continua sendo o melhor caminho. Menos impacto, mais consciência, mais tecnologia e novas metodologias de treino podem preservar carreiras, memórias e vidas.
Como afirma o próprio pesquisador:
“Se simplesmente parássemos de bater nossas cabeças contra as coisas, o risco cairia a zero. Mas, na prática, precisamos encontrar soluções realistas.”
E essas soluções já estão em curso.
A Revista Fama Amazônica acredita que o futuro do esporte passa pelo equilíbrio entre paixão e responsabilidade. Proteger o cérebro dos atletas é preservar não apenas o jogo, mas também o ser humano por trás da camisa, da chuteira e do sonho.
Informar, conscientizar e evoluir é o verdadeiro gol que o esporte precisa marcar.
Fama Amazônica
Jornalismo, consciência e compromisso com a vida
Por Almir Souza
Fonte Redação Fama
Foto AAS





