Amazônia

Curupira Desiste da COP30: Quando Até a Lenda Perde a Paciência

Curupira Desiste da COP30: Quando Até a Lenda Perde a Paciência – Até o Curupira largou de vez essa COP30. E se até o guardião da floresta, que nunca abandonou batalha nenhuma, decidiu virar as costas, é porque o caos passou de todos os limites.

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Nem ele — que já viu séculos de desordem, incêndios, ganância, invasões e promessas vazias — aguentou o tamanho do desaforo.

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Fama Amazônica diz sem rodeios: Nunca vimos tanta besteira, tanta desorganização e tanta falta de vergonha. O Brasil, hoje, parece entregue aos porcos.

Um governo medíocre, atolado em discursos fundidos em fumaça, e um governador Barbalho que há trinta anos só enriquece sua família — uma família que se comporta como máfia diante de um território que não lhes pertence.

E está tudo aí, diante dos olhos do mundo.

A Palavra do Guardião

“Eu, Curupira, guardião dos rastros,
observo o mundo desde antes de vocês inventarem calendários, cúpulas, tratados e cronogramas.

Já vi rios virarem fumaça.
Já vi serras se moverem como onças.
Já vi povos caminharem séculos sem sair do lugar.”

Há momentos, diz ele, em que o tempo se dobra.
E quando isso acontece, o Curupira pressente:
o mapa vira atalho.

COP30: Pressa, Promessas e Oportunistas

Na beira da COP30, chegam líderes com pastas cheias e coragem vazia.
Alguns tentam salvar o planeta; outros tentam salvar os próprios lucros.

O Curupira conhece esse enredo desde 1992, quando Krenak e Kopenawa alertaram o mundo — e o mundo fingiu que ouviu.

Agora, novamente, querem colocar a Amazônia no banco dos réus.
Esquecem que as chaminés do Norte queimaram mais do que qualquer fogueira amazônica.

O Mutirão Silencioso que Sustenta a Cúpula

Mas 2025 traz algo diferente.
Não são apenas diplomatas que ocupam as salas geladas.
Há um mutirão indígena que trabalha em silêncio — e o silêncio deles ecoa mais alto do que qualquer discurso oficial.

Eles carregam no corpo décadas de aviso.
Décadas de resistência.
Décadas de verdade.

Enquanto delegações negociam vírgulas, os povos da floresta sustentam a base da conferência.

Entre o Mapa e o Atalho

E então surge a ironia bonita:
Líderes falando em enfrentar o monstro dos combustíveis fósseis.
Oitenta e quatro países levantando a mão, dizendo que querem caminhar juntos.

O Curupira sorri — daquele jeito que só quem conhece todos os mistérios da mata consegue sorrir:

“Se o mapa for verdadeiro, ele vira atalho.
Se for mentira, a floresta saberá.”

Por Almir Souza
Fonte Redação Fama
Foto AAS

Almir Souza

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