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Rios do Amazonas: desenvolvimento para quem?

Rios do Amazonas: desenvolvimento para quem? – Os rios do Amazonas sempre foram veias de vida. Hoje, estão sendo tratados como corredores de exploração. Sob o discurso do desenvolvimento, da logística e da integração econômica, projetos de hidrovias, portos privados e rotas de escoamento avançam sem debate público qualificado, sem transparência e sem ouvir quem sempre viveu às margens dessas águas.

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O Rio Amazonas virou eixo estratégico para o transporte de minérios, grãos e combustíveis. Mas a pergunta central permanece ignorada: desenvolvimento para quem? Enquanto grandes cargas cruzam o rio, comunidades ribeirinhas continuam sem saneamento básico, acesso digno à saúde, educação de qualidade e infraestrutura mínima.

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O lucro navega. O povo fica. Rios não são apenas rotas

Os rios amazônicos não são estradas vazias esperando exploração.
São ecossistemas complexos, base cultural, social e econômica de milhares de famílias. São identidade, alimento, memória e futuro.

Transformá-los apenas em vias logísticas é repetir um modelo antigo:
o território fornece, o capital externo lucra e o impacto permanece.

Dragagens, tráfego intenso de embarcações pesadas, risco de acidentes e poluição ameaçam a biodiversidade e a sobrevivência de quem depende diretamente do rio.

O silêncio que incomoda

Onde estão os estudos de impacto amplamente debatidos?
Onde está a participação das populações afetadas?
Onde está o Estado para garantir equilíbrio entre desenvolvimento e proteção?

O que se vê é um silêncio conveniente, que favorece interesses econômicos e ignora as consequências sociais e ambientais.

Rios tratados apenas como infraestrutura deixam de ser vida.
E quando um rio adoece, a Amazônia inteira sente.

A posição da Fama Amazônica

A Revista Fama Amazônica não é contra desenvolvimento.
Não é contra logística.
Não é contra progresso.

Mas é contra um modelo que exclui pessoas, silencia comunidades e compromete o futuro.

Desenvolvimento que não respeita o rio não é desenvolvimento.
É exploração.

A Amazônia não pode continuar pagando o preço de decisões tomadas longe de suas margens.

Fama Amazônica
Jornalismo crítico, amazônico e independente

Por Almir Souza
Fonte Redação Fama
Foto AAS

Almir Souza

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