Por onde andei com Eliana Veras
Por onde andei com Eliana Veras – A Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência é uma igreja colonial localizada junto ao Convento de Santo Antônio no morro do mesmo nome, no Centro do Rio de Janeiro. Eu sou fascinada pelas igrejas, pelo seu estilo barroco e pela decoração exuberante. São histórias contadas através de sua arquitetura. A Igreja de São Francisco da Penitência foi construída, entre 1657 e 1733.
A fachada da igreja, de aparência pouco comum para um edifício religioso, está dividida em três corpos, cada um com um portal, dois janelões e telhado independente. O interior da Igreja de São Francisco da Penitência é simples na sua planta , mas excepcional na unidade de estilo e qualidade da talha dourada dos altares e paredes, que cobrem toda a superfície disponível, e da pintura do forro de madeira do teto.
A obra de talha é obra dos portugueses Manuel de Brito e Francisco Xavier de Brito, que trabalharam na igreja no período entre 1726 e 1743. A talha é joanina, típica da época de D. João V. Mais tarde, Francisco Xavier de Brito mudou-se a Minas Gerais e decorou com talha também em estilo joanino partes da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar de Vila Rica (atual Ouro Preto), que viria a influenciar enormemente o estilo joanino na capitania de Minas Gerais.
No corpo esquerdo da igreja se encontra a Capela da Conceição, conectada à igreja do convento vizinho, e também decorada com exuberante talha dourada.
A decoração da igreja é completada pela belíssima pintura do teto de madeira, retratando a “Glorificação de São Francisco”, executada pelo pintor português Caetano da Costa Coelho, entre 1736 e 1741, em estilo ilusionista barroco.
O mesmo Caetano da Costa Coelho, após este trabalho iria fazer o douramento da talha no mosteiro de São Bento também no Rio de Janeiro, em 1742.
A pintura do teto é a primeira que simula a perspectiva no Brasil, técnica que seria depois muito usada em tempos coloniais em Minas Gerais, Pernambuco e Bahia. Eu indico. Todo brasileiro deveria conhecer as igrejas históricas do Brasil.
Foto: Eliana Veras
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