Amazônia

O FUTURO ESTÁ SENDO NEGOCIADO — E A FLORESTA ESTÁ VIGIANDO

O FUTURO ESTÁ SENDO NEGOCIADO — E A FLORESTA ESTÁ VIGIANDO – Editorial – Revista Fama Amazônica.. Os verdadeiros donos da floresta — os povos originários da Amazônia — decidiram fechar as portas principais do palácio onde líderes mundiais discursavam sob ar refrigerado. O gesto, firme e silencioso, não foi vaidade: foi dignidade ancestral.

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Lá dentro, discutia-se o clima com café importado. Lá fora, sob o calor sem sombra, estavam as autoridades que realmente entendem o que está acontecendo com a Terra.

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O Brasil tenta ser farol em meio à tempestade. Carrega o peso e a honra de representar a floresta diante de quem insiste em tratá-la como cenário. O Itamaraty teme o isolamento, mas quem conhece a Amazônia sabe: às vezes, o caminho solitário é o único que aponta para a verdade.

De longe, a ONU classificou o protesto como “questão de segurança”. Mas aqui, onde o sol queima e o rio se retrai, todos sabem: não se trata de segurança — trata-se de justiça climática.

Marina Silva, princesa das águas, fala com a sabedoria de quem aprendeu a ouvir os rios.
O diplomata André busca palavras para traduzir a dor dos povos que só aparecem em discursos, nunca nas prioridades.

E o presidente tropeça em declarações vazias, preso entre as próprias contradições e a dança política de alianças frágeis.

Enquanto isso, nas terras onde o petróleo é rei, braços cruzados decidem o futuro do planeta. Fecham questão contra qualquer mapa que desenhe limites para a riqueza negra que escorre como febre de uma Terra exausta.

Líderes de vários países ainda calculam ganhos e perdas em planilhas impecáveis, sem perceber que o chão já treme. A floresta está falando — e não é metáfora.

A terra fala.
O vento muda.
O rio avisa.
E só quem pisa descalço entende.

Mais uma vez, as promessas se repetem.
Mais uma vez, o avanço não vem.
E os ancestrais choram, perguntando:

O que será dos povos indígenas, se o mundo insiste em caminhar para lugar nenhum?

O rei político, perdido entre mentiras e discursos plásticos, já não sabe o que diz. A rainha de gabinete dança uma coreografia distante da realidade. E o futuro — esse sim — continua sendo negociado sem quem mais importa na mesa.

A floresta observa.
E a Amazônia cobra.
O tempo da espera acabou.

Por Almir Souza
Fonte Redação Fama
Foto AAS

Almir Souza

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