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Micro e Nanoplásticos: A ameaça invisível nos rios da Amazônia e riscos à saúde humana

Micro e Nanoplásticos: A ameaça invisível nos rios da Amazônia e riscos à saúde humana – Por Caio Cesar Fonseca – FAMETRO Amazonas – Resumo – A poluição plástica evoluiu para formas quase invisíveis e potencialmente mais perigosas: os microplásticos e os nanoplásticos. Já detectados em rios da Amazônia e em diferentes biomas brasileiros, essas partículas atingem a cadeia alimentar e podem representar sérios riscos à saúde humana.

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Este artigo reúne evidências científicas e destaca a relevância do tema para a região amazônica, a partir de revisão conduzida por Caio Cesar Fonseca, estudante da FAMETRO Amazonas.

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Introdução

Todos os anos, mais de 330 milhões de toneladas de plástico são produzidas no mundo, em sua maioria a partir de fontes fósseis. Estima-se que 4,9 bilhões de toneladas já estejam acumuladas no ambiente, com projeções de ultrapassar 12 bilhões até 2050.

No Brasil, pesquisas recentes já encontraram microplásticos em peixes da Bacia Amazônica, do Rio Paraná e do Rio Uruguai, demonstrando que esses contaminantes circulam em diferentes biomas e chegam facilmente à mesa do consumidor.

O que são micro e nanoplásticos?

Microplásticos: fragmentos de até 5 mm, originados da fragmentação de resíduos maiores ou adicionados a produtos como cosméticos e esfoliantes.

Nanoplásticos: ainda menores, com menos de 1 micrômetro, derivados dos microplásticos. Sua detecção é mais complexa e seus efeitos são potencialmente mais nocivos, pois conseguem atravessar barreiras celulares.

Ambos já foram encontrados em oceanos, rios, solos, alimentos e até no corpo humano.

Riscos à saúde

Essas partículas não estão sozinhas: carregam aditivos químicos tóxicos, relacionados a inflamações, desequilíbrios hormonais, distúrbios metabólicos e até danos ao DNA. Os nanoplásticos, devido à sua área de contato maior, conseguem penetrar nas células, entrar na corrente sanguínea e se acumular em órgãos vitais como pulmões, fígado e cérebro.
A exposição humana ocorre de múltiplas formas:

ingestão de peixes e frutos do mar contaminados; consumo de água potável e engarrafada; inalação de partículas suspensas no ar; contato com produtos de uso cotidiano.

Estudos estimam que cada pessoa consuma entre 39 mil e 52 mil partículas de microplásticos por ano, podendo chegar a 120 mil ao incluir a inalação.

Avanços da pesquisa – O estudante Caio Cesar Fonseca (FAMETRO Amazonas), em pesquisa apoiada em literatura científica nacional e internacional, destaca que: Nanoplásticos já foram identificados em matrizes ambientais e biológicas.

Podem atravessar membranas celulares e comprometer o funcionamento de tecidos humanos.

Representam riscos ainda maiores do que os microplásticos, pela sua mobilidade e dificuldade de monitoramento.
Uma revisão publicada na revista Microplastics, baseada em 140 estudos científicos, reforça essas evidências e indica a necessidade urgente de novos métodos de monitoramento na Amazônia.

Conclusão

A poluição plástica deixou de ser visível apenas em garrafas e sacolas. Hoje, micro e nanoplásticos representam uma ameaça silenciosa, já presente nos rios da Amazônia, na cadeia alimentar e no corpo humano.

A pesquisa conduzida por Caio Cesar Fonseca contribui para evidenciar a gravidade do problema e reforça a necessidade de políticas públicas, novas tecnologias de detecção e estratégias de redução do uso de plástico na região amazônica.

por Caio Cesar Fonseca Souza
Fonte Redação Fama
Foto AAS

Almir Souza

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