Manaus: a capital ecológica que emerge no coração da Amazônia
Manaus: a capital ecológica que emerge no coração da Amazônia. – Manaus vem consolidando, ano após ano, sua imagem como capital ecológica da Amazônia e referência em sustentabilidade urbana. Em 2026, esse reconhecimento ganhou projeção internacional quando a cidade passou a integrar a lista das 10 principais tendências globais de destinos, destacando-se como a principal porta de entrada da Amazônia para o mundo.
A capital amazonense combina infraestrutura urbana, floresta preservada e iniciativas de bioeconomia, construindo um modelo singular de metrópole sustentável em plena floresta tropical. Inovação em sustentabilidade e gestão verde
Manaus saiu na frente ao se tornar a primeira capital brasileira a instituir uma legislação específica voltada às construções sustentáveis. A Lei de Construções Verdes (Lei nº 24/2024) incentiva práticas arquitetônicas alinhadas à eficiência energética e ao menor impacto ambiental.
O reconhecimento veio também da Caixa Econômica Federal, que concedeu à cidade o Selo de Gestão Sustentável, após o cumprimento de 21 critérios ligados à governança ambiental, transição energética e preservação dos recursos naturais.
Com apoio do Banco Mundial, Manaus avança ainda mais ao lançar projetos de crédito de carbono, posicionando-se como um futuro hub climático da Amazônia, com a meta de se tornar referência na economia verde até 2028. Somam-se a isso as políticas de arborização urbana, que preveem o plantio de 15 mil novas árvores até 2025, ampliando a cobertura verde da cidade.
A floresta no meio da cidade
Poucas metrópoles no mundo podem afirmar que convivem de forma tão direta com a floresta. Manaus abriga importantes áreas de conservação dentro do seu perímetro urbano, como o Parque do Mindu e a Reserva Florestal Adolpho Ducke, verdadeiros pulmões verdes que resistem à expansão do concreto.
Mesmo cercada por bairros densamente povoados, a cidade mantém uma conexão viva com a floresta, preservando áreas naturais que fazem parte do cotidiano da população e reforçam sua identidade amazônica.
Bioeconomia, Zona Franca e floresta em pé
O Polo Industrial de Manaus (PIM) segue sendo apontado como um modelo de desenvolvimento que alia geração de empregos à conservação ambiental. Ao concentrar atividades econômicas na capital, o modelo contribui para reduzir a pressão sobre o desmatamento no interior do estado, ajudando a manter cerca de 95% da cobertura vegetal do Amazonas preservada.
O turismo sustentável também ganha destaque, promovendo experiências que valorizam a natureza, a cultura local e os saberes tradicionais, conectando visitantes à floresta de forma responsável.
Desafios, avanços e reconhecimento internacional
Apesar dos avanços, Manaus ainda enfrenta desafios importantes. Dados de 2025 apontam a necessidade de ampliar a cobertura arbórea urbana e melhorar os índices de saneamento básico. A cidade ocupa atualmente a 87ª posição no Ranking do Saneamento 2025, elaborado pelo Instituto Trata Brasil — um ponto crucial para consolidar de vez o título de capital ecológica.
Ainda assim, Manaus já é reconhecida como uma das melhores cidades da América Latina para viver e visitar, reunindo natureza exuberante, inovação, cultura e desenvolvimento.
No coração da maior floresta tropical do planeta, a capital amazonense mostra que é possível crescer, inovar e preservar — um exemplo vivo de que o futuro sustentável pode, sim, nascer da Amazônia.
Por Almir Souza
Fonte Redação Fama
Foto AAS





