Lixo no lixo: décadas se passam — e nada muda
Lixo no lixo: décadas se passam — e nada muda – Há décadas e décadas a gente repete a mesma frase: lixo é no lixo. Mesmo assim, boa parte das pessoas continua jogando resíduos nas ruas como se isso não tivesse consequência alguma.
Pagamos bilhões todos os anos por causa desse problema — limpeza urbana, recuperação de áreas degradadas, tratamento de doenças — e ainda assim seguimos agindo como se não fosse responsabilidade nossa.
Também quase não reivindicamos contra o desmatamento. Não faz parte da nossa cultura tentar, ao menos, salvar a natureza que vem sendo destruída há tanto tempo. Os rios são doados às grandes empresas, as florestas vão sendo derrubadas, e quem ainda tenta fazer alguma coisa são apenas os povos indígenas. Eles reclamam. Eles resistem. Eles lutam.
O resto do povo?
Assiste.
Agora chega o carnaval — e tudo piora. Mais lixo nas ruas, mais madeira passando diante dos nossos olhos, mais agressões ao meio ambiente. E nada muda. É como se a destruição já tivesse sido normalizada.
Vergonha.
O lixo acumulado nas ruas é um grave problema urbano. Ele entope bueiros e galerias pluviais, provoca enchentes e contamina rios. Além disso, atrai ratos, baratas e mosquitos, aumentando casos de dengue, leptospirose e outras doenças.
Plásticos, embalagens e entulho acabam levados pela chuva para igarapés e rios, matando peixes, poluindo a água e degradando ainda mais o meio ambiente. Sem falar no mau cheiro, na poluição visual e no custo altíssimo da limpeza pública.
Principais impactos do lixo jogado nas ruas:
Enchentes: bueiros entupidos impedem o escoamento da água da chuva.
Saúde pública: proliferação de ratos, insetos e mosquito da dengue.
Poluição ambiental: resíduos chegam aos rios e mares, afetando a fauna.
Degradação urbana: mau cheiro, abandono e sensação de descaso.
Soluções existem — mas exigem atitude:
Jogar o lixo no lugar correto.
Separar recicláveis.
Colocar os sacos na rua apenas no horário da coleta.
Não jogar bituca, papel ou plástico no chão.
Investir seriamente em educação ambiental.
Mas nada disso funciona sem consciência coletiva.
O combate ao lixo não depende só da prefeitura. Depende principalmente do povo.
E é aqui que dói dizer:
Falta educação.
Falta empatia.
Falta vontade de ajudar.
Enquanto continuarmos tratando a cidade como um grande lixão e a Amazônia como um recurso infinito, estaremos assinando, todos os dias, a sentença do nosso próprio futuro.
Por Almir Souza
Fonte Redação Fama
Foto AAS





