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Fama Amazônica — Editorial: Licenciamento que ameaça a Amazônia

Fama Amazônica — Editorial: Licenciamento que ameaça a Amazônia – Jornalistas de grandes veículos têm tratado o recente licenciamento ambiental para exploração de petróleo na Margem Equatorial como se fosse um troféu para os interesses da nação — esquecendo, porém, do enorme mal que esse projeto pode causar ao meio ambiente. Muitos defendem as empresas envolvidas com unhas e dentes, ignorando que o verdadeiro preço desse “progresso” será pago pela Amazônia e pelas futuras gerações.

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A Revista Fama Amazônica não aprova esse absurdo. Consideramos inaceitável depredar um território que deveria ser reconhecido como patrimônio natural não apenas do Brasil, mas de toda a humanidade. O que se apresenta como um avanço econômico é, na verdade, um retrocesso ambiental. Segundo o Ibama, a licença concedida à Petrobras para “pesquisa de recurso petrolífero” na Margem Equatorial passou por um “rigoroso processo de licenciamento ambiental”.

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A Licença de Operação (LO) Nº 1.684/2025 autoriza a perfuração do poço Morpho, no bloco FZA-M-59, com promessas de R$ 300 bilhões em investimentos e arrecadação estatal acima de R$ 1 trilhão nas próximas décadas — além da geração de 300 mil empregos diretos e indiretos.

Porém, nenhum número é capaz de justificar o risco ecológico que paira sobre uma das regiões mais sensíveis e vitais do planeta. A Margem Equatorial, que abrange o litoral do Rio Grande do Norte ao Amapá, é um ecossistema complexo, rico em biodiversidade e ainda pouco compreendido pela ciência.

O Ibama afirmou que o projeto passou por estudos e aprimoramentos, incluindo a criação de novos centros de reabilitação de fauna e embarcações para resposta emergencial. Mas o fato é que nenhuma medida compensatória será capaz de reparar um possível desastre ambiental em águas tão frágeis e estratégicas.

Enquanto o governo celebra cifras e projeções, a Amazônia continua sendo sacrificada em nome do lucro. O país vive um ciclo perigoso em que as decisões ambientais se dobram diante dos interesses econômicos, e o povo — especialmente o amazônida — permanece inerte, distraído, anestesiado por uma cultura que valoriza mais o carnaval e a cerveja do que o futuro de nossas florestas e rios.

É triste constatar que o aplauso vem justamente das empresas que mais lucrarão com essa destruição. E, enquanto isso, a verdadeira riqueza — o meio ambiente — é corroída silenciosamente, sob o olhar indiferente da sociedade.

A Fama Amazônica reafirma seu compromisso com a defesa incondicional da Amazônia e denuncia esse licenciamento como o que realmente é: um atentado travestido de progresso.

Por Almir Souza
Fonte Redação Fama
Foto AAS

Almir Souza

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