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Fama Amazônica — Editorial BRASIL DO BRASIL

Fama Amazônica — Editorial BRASIL DO BRASIL – Não tem como o Brasil dar certo enquanto faltar planejamento, metas e políticas públicas que realmente atinjam resultados. O país só continua de pé porque existem brasileiros e empresárias e empresários que, com esforço próprio, carregam essa nação nas costas.

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O cenário atual é incompatível com a condição de 10ª maior economia do mundo — afinal, de nada adianta ter grandeza econômica se ela não se traduz em qualidade de vida para a população. O Brasil dispõe de recursos financeiros imensos, mas o que falta é direção. Falta um plano de metas sólido, com prioridade, transparência e responsabilidade.

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O modelo recorrente de governo de coalizão — muitas vezes mais parecido com governo de colisão — tem alimentado o gigantismo estatal, os desperdícios, a corrupção e a impunidade.

O resultado é a precarização dos serviços oferecidos ao cidadão comum.

Estamos acostumados a governos construídos em torno do carisma de uma única figura, como se liderança pessoal bastasse. Porém, sem planejamento, metas claras, indicadores e prazos, um país continental, com 8,5 milhões de km², 213 milhões de habitantes e economia de US$ 2,189 trilhões, jamais alcançará o nível de desenvolvimento e bem-estar social que merece.

O Brasil precisa ver candidatos à Presidência apresentando planos reais, objetivos e mensuráveis, debatidos abertamente no horário eleitoral e sabatinados pela sociedade. Algo muito diferente do cenário atual, onde promessas são feitas sem qualquer demonstração concreta de como serão cumpridas.

Somente clareza, transparência absoluta e discussão séria sobre um plano nacional de desenvolvimento podem recolocar o país num ciclo virtuoso. Sem isso, nunca reduziremos as desigualdades regionais, sociais, raciais e educacionais, que permanecem escancaradas.

A realidade precisa ser apresentada ao povo brasileiro, baseada em dados oficiais, e não em narrativas vazias. A começar pelo PIB: entre 2010 e 2024, enquanto o PIB mundial cresceu 65%, o da China 200%, o da Índia 129% e o da Rússia 38%, o Brasil regrediu 1,40%, caindo de US$ 2,210 trilhões para US$ 2,179 trilhões. É um retrocesso histórico.

E não há desenvolvimento possível sem educação de qualidade. As avaliações internacionais da OCDE mostram que o Brasil está abaixo da média dos 38 países-membros, atrás de México, Chile e Uruguai. No ranking global, estamos na 55ª posição, um desempenho frágil que se repete há 15 anos.

Falta gestão. Falta compromisso. Falta planejamento.

O Brasil tem tudo para dar certo. Mas precisa, antes de tudo, escolher dar certo.

Por Almir Souza
Fonte Redação Fama
Foto AAS

 

Almir Souza

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