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COP-30 e o Teatro do Despreparo: Quando o Brasil Troca o Nome da Cidade e o Sentido da Esperança

COP-30 e o Teatro do Despreparo: Quando o Brasil Troca o Nome da Cidade e o Sentido da Esperança – Depois dos discursos vergonhosos do rei e da rainha do Brasil, trocando as bolas em um verdadeiro cenário de despreparo, ficou evidente que parte dos nossos governantes sequer sabe o nome da cidade e do estado onde a conferência está acontecendo.

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A cena beirou o surreal: a “rainha” confundindo Jesus com Genésio, e o “rei”, que parece ter esquecido o que é leitura, merecendo uma vaga no Mobral — junto com quem o ajudou a chegar ao cargo mais alto da República. Mais um dia de horrores, de um espetáculo que mistura ignorância e vaidade num palco global, em uma farsa que o mundo inteiro assiste perplexo.

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Pedimos desculpas, mais uma vez, por sermos representados por quem não sabe o que está fazendo ali — e que transforma o debate climático num show de constrangimento.

Mas a realidade é outra.
O Brasil não precisa apenas de mais energia renovável.
Precisa de um pacto de eficiência.

Um pacto onde governo, indústria e sociedade reconheçam que o futuro energético será decidido não apenas pelo quanto geramos, mas pelo quanto deixamos de desperdiçar.

A COP30, em Belém, deveria ser a chance de mostrar ao mundo que a Amazônia pode ser vitrine não só de energia limpa, mas de energia inteligente.

O recado que deveríamos enviar daqui é simples e poderoso: se já temos uma matriz invejável, é hora de liderar também no uso eficiente.

O compromisso da UCB POWER

Ao reafirmar a convergência entre descarbonização e crescimento econômico, como destacou recentemente Rafaela Guedes em entrevista ao Valor Econômico, a transição energética no Brasil não pode prescindir da eficiência.

É nesse horizonte que a UCB POWER assume seu papel: corrigir tecnicamente, apoiar a indústria e preparar o Amazonas — e o Brasil — para o próximo salto.

Ronaldo Gerdes, gestor da UCB Power, resume bem o desafio:

“Energia desperdiçada é riqueza perdida. E o Brasil não pode se dar a esse luxo.”

Não se trata apenas de vender equipamentos.
Trata-se de educar o setor produtivo a olhar para a energia como ativo estratégico, não como insumo banal.

A eficiência nasce da medição, do monitoramento e da gestão inteligente — e é exatamente isso que a UCB Power leva às fábricas, galpões e linhas de produção que ainda operam como se o século XXI não tivesse começado.

A Agência Internacional de Energia (AIE) é direta: o mundo precisa triplicar a geração renovável e dobrar a eficiência energética até 2050.
Para o Brasil, a exigência é ainda mais dura — será preciso triplicar a eficiência.

Se não encararmos isso, continuaremos crescendo à base do desperdício.

E não se trata de uma abstração climática.
É dinheiro. Cada 1% de ganho em eficiência energética pode gerar uma economia de R$ 5 bilhões por ano para a indústria brasileira.

Cinco bilhões que hoje se transformam em calor inútil, apagão planejado e competitividade perdida.

Enquanto o teatro político repete suas falas decoradas e confusas, o setor produtivo precisa fazer o que o governo não faz: pensar o futuro com inteligência.

A Amazônia — palco da COP30 — deveria ser símbolo de uma revolução de eficiência, e não vitrine de trapalhadas oficiais.

Porque o verdadeiro colapso climático não começa na atmosfera.
Começa na mente de quem não entende o valor da energia — nem o poder do conhecimento.

Revista Fama Amazônica
A voz crítica da Amazônia para o Brasil e para o mundo.

Por Almir Souza
Fonte Redação Fama
Foto AAS

 

Almir Souza

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