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Carnaval, excessos e silêncio

Carnaval, excessos e silêncio – Neste sábado de Carnaval, a Polícia Militar de todo o Brasil acabou sendo o grande destaque — não pela festa, mas pelo trabalho intenso diante de brigas, bebedeiras e drogas correndo soltas.

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Os prontos-socorros também viraram palco de outro desfile: pessoas machucadas, casos de agressão, tiros, facadas. Uma realidade dura, escondida atrás do brilho das fantasias.

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Somam-se a isso os roubos de celulares em plena multidão, batidas de carros causadas por imprudência e álcool ao volante, além de apreensões de bandidos agindo em todos os setores das cidades. Enquanto uns pulam Carnaval, outros correm para salvar vidas ou conter o caos.

E quando a música para, sobra o retrato mais feio da festa: ruas e praças tomadas por lixo, garrafas quebradas, restos de comida, latas, copos plásticos e um rastro de descaso. Espaços públicos transformados em depósitos de sujeira, como se a cidade não tivesse dono.

Em todo o país, foi possível observar como dinheiro público parece ser jogado no lixo, embora a grande avaliação venha apenas na quarta-feira de cinzas, quando a ressaca não é só física — é social, moral e humana.

Fica a esperança de que muitas meninas tenham se cuidado. Porque, nessa época, cresce o número de garotas que engravidam sem sequer saber de onde vieram esses filhos. Histórias que começam na euforia e terminam no abandono.

E lá está a menina na janela, olhando a rua vazia, imaginando que a banda tocava para ela.

Mas o som já passou.
A multidão foi embora.
Ficaram o lixo, as feridas —
e o silêncio.

Por Almir Souza
Fonte Redação Fama
Foto AAS

Almir Souza

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