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A Política Climática no Brasil segue em marcha lenta — e a Amazônia paga a conta

A Política Climática no Brasil segue em marcha lenta — e a Amazônia paga a conta – FAMA AMAZÔNICA — Como todos já sabemos, não é nenhuma novidade: o atual governo federal, assim como a maioria dos partidos políticos no Brasil, continua virando as costas para o problema mais urgente e incômodo do nosso tempo — a política climática. Décadas se passam, governos se revezam, e o descaso permanece.

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Falta visão, falta coragem, falta imaginação. O que não falta é incompetência diante de um tema que exige ação imediata. O governo federal, despreparado e distante da realidade ambiental, conduz esse debate com a mesma lentidão de sempre, como se o clima tivesse a paciência que os políticos não têm.

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E o mais grave: essa postura não reflete o pensamento da população brasileira.

A sociedade quer ação — os políticos escolhem omissão

Segundo a Pesquisa de Valores Ambientais e Atitudes sobre a Amazônia (PVAAA), 80% dos brasileiros acreditam que o aquecimento global deve ser “muito priorizado” pelo governo.

O estudo vai além e propõe medidas claras:  um relatório anual de impacto climático legislativo programas de educação ambiental voltados a grupos vulneráveis; campanhas baseadas em experiências reais da população — enchentes, secas, desastres que já fazem parte do cotidiano.

Enquanto o povo pede soluções, o Congresso faz exatamente o contrário.

Congresso Nacional: cada vez mais distante da agenda ambiental

Uma análise do Instituto Nacional de Representação e Legitimidade Democrática (INCT-ReDem) mostra que, entre 2019 e 2023, mais da metade dos deputados federais adotou posturas contrárias à pauta ambiental.

O levantamento, baseado no CO₂-Index — indicador que mensura o impacto climático das ações dos parlamentares — traz conclusões preocupantes:

Deputados ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária e partidos de direita como PL, PP e NOVO lideram iniciativas que agravam emissões.

Partidos de perfil progressista, como PT, PSOL e REDE, aparecem com índices mais baixos, indicando atuação mais alinhada à mitigação climática.

Ou seja: mesmo com a sociedade exigindo conservação, grande parte dos representantes eleitos escolhe caminhar para o sentido oposto.

A Amazônia exige outro caminho

De acordo com os pesquisadores, a política climática brasileira — especialmente na Amazônia — precisa finalmente reconhecer o que o país já entendeu: é possível e necessário combinar desenvolvimento econômico com conservação.

O setor produtivo, quando bem orientado, pode ser aliado, e não inimigo, da floresta.

O que falta é vontade política.
O que sobra é tempo perdido.

Enquanto a classe política insiste em ignorar a urgência climática, a Amazônia continua pagando a conta — e o Brasil, mais uma vez, vai ficando para trás.

A Política Climática no Brasil segue em marcha lenta — e a Amazônia paga a conta

Por Almir Souza
Fonte Redação Fama
Foto AAS

Almir Souza

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