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EDITORIAL DE NATAL FAMA AMAZÔNICA 2025

EDITORIAL DE NATAL FAMA AMAZÔNICA 2025 – Este não é um Natal de celebração. É um Natal de consciência. Enquanto o mundo insiste em repetir votos automáticos de paz, prosperidade e esperança, encerramos este ano com a obrigação de dizer a verdade: não há motivos para euforia quando a realidade exige lucidez.

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A Fama Amazônica chega ao fim de mais um ciclo pagando — muitas vezes do próprio bolso — para divulgar fatos, denunciar absurdos e registrar contradições produzidas por um governo que demonstra despreparo, desconhecimento e incapacidade de dialogar com a complexidade do país que ocupa.

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Não se trata de discordância ideológica. Trata-se de responsabilidade histórica.

As grandes revistas do mundo não fingem alegria em tempos difíceis. Elas contextualizam, analisam e assumem posição. É isso que fazemos aqui.

Vivemos um período em que o discurso oficial se perde na superficialidade, em frases vazias e improvisações que não resistem à inteligência mínima do cidadão atento. Em contrapartida, escolhemos o caminho oposto: o conhecimento, a memória, a tecnologia e a investigação.

Optamos por estudar quando outros desprezam o estudo. Optamos por compreender quando outros simplificam. Optamos por comunicar quando outros apenas falam.

A Amazônia, mais uma vez, é colocada como cenário de discursos rasos, promessas frágeis e decisões distantes da realidade de quem vive nela. Mas governos passam. A floresta permanece. E é à Amazônia — e não a mandatos — que devemos lealdade.

Este editorial não nasce do ressentimento, mas do cansaço coletivo. Um cansaço que atravessa jornalistas, pesquisadores, comunicadores e cidadãos que ainda acreditam que informação não é mercadoria descartável. Que verdade não é detalhe. Que silêncio também é escolha — e uma escolha perigosa.

Por isso, neste Natal, não oferecemos mensagens fáceis. Oferecemos compromisso.

Compromisso com a denúncia responsável.
Compromisso com a memória histórica.
Compromisso com a Amazônia real, ferida, viva e resistente.

Contamos com a Inteligência Artificial não como ornamento tecnológico, mas como aliada ética na análise de dados, na organização do conhecimento e no fortalecimento da narrativa jornalística. Em um tempo de ignorância barulhenta, escolhemos inteligência aplicada.

Se o Natal ainda significa algo no jornalismo contemporâneo, é isto: não normalizar o absurdo, não suavizar a incompetência e não negociar princípios em troca de conveniência.

Seguiremos. Não porque é fácil.
Seguiremos porque é necessário.

Fama Amazônica
Jornalismo, Amazônia e Consciência Crítica

Por Almir Souza
Fonte Redação Fama
Foto AAS

Almir Souza

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