Mariana Barrela e a Tutiplast são Destaque 2025
Mariana Barrela e a Tutiplast são Destaque 2025 – Fama Amazônica reconhece uma liderança que transforma a Amazônia em estratégia de futuro – A Tutiplast, do Polo Industrial de Manaus, acaba de receber um reconhecimento nacional que não é apenas um troféu: é um sinal de que o Amazonas sabe competir sem pedir licença — e sabe inovar sem pedir perdão.
Entre centenas de empresas avaliadas no país, a Tutiplast foi selecionada como uma das 20 homenageadas na 1ª edição do Prêmio Médias Empresas de Valor, iniciativa do Valor Econômico em parceria com a Pequenas Empresas & Grandes Negócios.
O CIEAM acertou ao colocá-la em evidência. A conquista reforça excelência de gestão, inovação e geração de valor — mas revela algo maior: a indústria amazonense não é periferia do Brasil; é laboratório de futuro.
E esse futuro tem nome e direção.
À frente desse movimento está Mariana Barrela — CEO, conselheira do CIEAM e liderança que transforma legado em verbo, não em vitrine. Mariana não “administra” heranças: empurra adiante. Entende que, na Amazônia, tradição só tem valor quando vira tecnologia, renda e permanência.
É exatamente aí que a Tutiplast faz o que muitos ainda prometem: transforma biodiversidade em inovação — e inovação em cadeia produtiva.
Bioeconomia que escala
A empresa recebeu R$ 9,9 milhões da Finep para desenvolver um bioplástico sustentável a partir de fibras vegetais amazônicas, como ouriço da castanha-do-Brasil e curauá. Não é detalhe técnico. É escolha de rota.
Selecionado pela chamada pública Finep Amazônia – Bioeconomia e Desenvolvimento Regional, o projeto conecta a indústria urbana de Manaus a cooperativas agrícolas do interior. O interior deixa de ser paisagem distante e passa a ser parte viva da solução.
Aqui, o valor não nasce apenas no produto final, mas na forma como ele é produzido.
Menos sintético, menos microplástico, mais Amazônia
A Tutiplast investe em pesquisa aplicada para reduzir insumos sintéticos e enfrentar o drama contemporâneo dos microplásticos. Não se trata de demonizar materiais, mas de requalificar possibilidades: um plástico que dialogue com o território, que diminua danos, que seja ciência — não improviso. Um plástico com Amazônia no DNA, sem caricatura.
Como resume Fábio Calderaro, gerente de novos negócios da empresa:
“Graças ao apoio da Finep, o que antes era pesquisa de laboratório começa a ganhar escala industrial. O projeto une ciência, floresta e comunidades extrativistas, impulsionando o Amazonas como polo de inovação em biomateriais sustentáveis.”
Escala industrial é o ponto em que boas intenções costumam falhar. Exige método, investimento, governança e coragem. Quando uma empresa do PIM decide escalar biomateriais com identidade amazônica, ela diz ao Brasil que a bioeconomia é indústria possível.
A Finep reforça o fundamento. Para Henrique Vasques, gerente do Departamento de Indústria de Base e Extrativa Sustentáveis:
“Além de financiar o desenvolvimento tecnológico, é importante incentivar práticas de conservação, remover barreiras às comunidades locais e valorizar a sociobiodiversidade, promovendo uma bioeconomia inclusiva.”
A ideia que já começou
Por décadas, falaram do Amazonas como “lugar de recursos”. Sem inteligência, recurso vira saque. A Tutiplast ajuda a reescrever a frase: o Amazonas é lugar de recursos com tecnologia, de floresta em pé com produto no mercado, de interior com renda e de indústria com sentido.
É uma tese aplicada: a indústria pode ser aliada da conservação quando cria valor a partir de cadeias limpas, respeita o território e compartilha ganhos.
Como sintetiza Lúcio Flávio Morais de Oliveira, presidente-executivo do CIEAM:
“Quando uma liderança como Mariana Barrela assume essa travessia, sinaliza que a elite produtiva do Amazonas é capaz de propor futuro com lastro, gestão e chão.”
O modo amazônico de gerar oportunidades
No fim, a revolução é simples: a Amazônia não precisa escolher entre emprego e floresta. Precisa escolher entre economia predatória e economia inteligente.
A Tutiplast inova e prova, com método e escala, que o plástico pode ser campo de reinvenção — no modo amazônico de gerar oportunidades.
Mariana Barrela não conduz apenas uma empresa. Conduz uma ideia: a de que o Amazonas pode ser reconhecido nacionalmente porque aprendeu a transformar Amazônia em vantagem ética, produtiva e estratégica.
Quando isso acontece, o prêmio vira detalhe. O essencial é o recado:
A floresta, quando tratada com respeito, não atrasa a indústria.
Por Almir Souza
Fonte Redação Fama
Foto AAS





