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COP30: O CIRCO ACABA, E O BRASIL SAI MENOR

COP30: O CIRCO ACABA, E O BRASIL SAI MENOR – “A COP da Amazônia termina menor do que gostaríamos, mas o Brasil sai manchado. E o futuro da diplomacia climática tem um endereço mais claro: a floresta em pé, no coração da Amazônia brasileira.”

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A COP30 terminou com cheiro de esgoto moral, lixo institucional e um rastro de falta de ética que envergonhou quem acreditava que Belém seria o palco histórico do acordo global pelo fim dos combustíveis fósseis.

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O chamado mapa do caminho — defendido por Lula e por Marina Silva, esta última já habituada a décadas de discursos que não se cumprem — foi arrancado do texto final pela pressão combinada de Arábia Saudita, Rússia, Índia, China e parte da União Europeia.

A conferência que deveria consolidar o futuro climático do planeta acabou servindo apenas para mostrar o tamanho da fragilidade política brasileira.

Até mesmo o combate ao desmatamento, tema que deveria ser inegociável em uma COP na Amazônia, ficou fora das decisões centrais.

E ainda assim, no coração desse fracasso, três brasileiros se destacaram — não como heróis, mas como símbolos de um país perdido em sua própria contradição: Marina Silva, André Corrêa do Lago e Ana Toni.

Não foi liderança.
Não foi diplomacia.
Foi coração de tacho na vitrine global: discursos sem direção, gestos sem firmeza e uma missão que nasceu fracassada.

Marina Silva expôs ao mundo suas próprias incertezas.
André Corrêa do Lago, com uma confiança desconectada da realidade, tentou vender um sucesso que ninguém viu.
Ana Toni mostrou que o Brasil sabe esconder a poeira ambiental debaixo do tapete — mas não sabe varrer.

O que faltou?
Tudo.

Organização, comando, estratégia, propósito.
Belém se tornou o retrato perfeito de um país que tenta ensinar o mundo enquanto ainda engatinha no básico.

A COP30 termina menor do que começou — mas o Brasil sai menor ainda.
Manchado, exposto, desacreditado.

O futuro da diplomacia climática continua existindo, mas sem endereço fixo no governo brasileiro. Ele mora onde sempre morou: na floresta em pé, no coração da Amazônia — hoje tomada pelo crime organizado, pelo garimpo, pela ausência do Estado e pela incompetência política.

Assim termina o espetáculo.
Assim se fecha a lona do circo que virou o nosso país.

Por Almir Souza
Fonte Redação Fama
Foto AAS

 

Almir Souza

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