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Fama Amazônica – Editorial

Fama Amazônica – Editorial- A COP30 escancarou uma verdade que muitos ainda tentam esconder: o Brasil está sendo conduzido por um governo perdido, desconectado da realidade e sustentado por discursos que não resistem a cinco minutos de confronto com os fatos.

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A presença indígena em Belém foi grandiosa, histórica e legítima. Mas o uso político dessa presença é tão visível quanto lamentável.

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A ministra Sônia Guajajara, hoje cercada por luxos bem distantes das aldeias que diz representar, tenta se apresentar como protagonista de um movimento que existe muito antes dela e que sobreviverá muito depois.

É fácil falar de protagonismo indígena enquanto se circula entre gabinetes climatizados e eventos internacionais; difícil é transformar palavras em políticas concretas — algo que o governo não demonstra capacidade alguma de fazer.

Cinco mil indígenas chegaram a Belém. Marcharam, protestaram, levantaram suas bandeiras com dignidade e coragem. Mas, enquanto isso, o governo que deveria protegê-los segue sem rumo, sem preparo e sem compromisso real.

A participação indígena virou vitrine, virou cenário, virou narrativa conveniente para quem tenta salvar a própria imagem em meio ao caos político e administrativo.

Nas ruas, o povo originário clamava por território, justiça e respeito. Nas mesas oficiais, víamos apenas discursos repetidos, promessas frágeis e um espetáculo que tenta esconder a incompetência de quem ocupa o poder.

O protagonismo indígena não pode ser usado como biombo para encobrir um país à deriva.

É preciso dizer com todas as letras: O Brasil hoje está jogado ao próprio destino, entregue a um governo que não entende sua responsabilidade e não sabe enfrentar os desafios estruturais que nos assolam.

As falas que ouvimos na COP30 beiram o delírio. A desconexão entre narrativa e realidade é tão gritante que qualquer observador atento percebe que vivemos sob uma administração que insiste em se esconder atrás de slogans, enquanto o país afunda em problemas reais.

A Fama Amazônica não compactua com esse teatro.

Seguiremos denunciando incoerências, cobrando ações concretas e dando voz a quem luta — não a quem apenas posa para fotos em conferências internacionais.

A floresta não precisa de personagens.
Precisa de compromisso, de verdade e de liderança real.
Coisas que, infelizmente, não vemos hoje no alto escalão deste país.

Por Almir Souza
Fonte Redação Fama
Foto AAS

Almir Souza

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