O Natal e Sua Essência Esquecida
O Natal e Sua Essência Esquecida – Todos os anos, quando o mês de dezembro chega, o mundo inteiro muda de ritmo. As pessoas correm, as lojas enfeitam as vitrines, o comércio vibra e as famílias começam a se organizar para a ceia. Mas, no meio dessa correria, existe algo que muitos de nós sentimos: o Natal virou uma história cheia de detalhes que acabam escondendo sua essência.
Assim como acontece comigo, Almir Souza, às vezes exageramos nas informações quando queremos contar uma história. Colocamos muitos personagens, muitas cenas, muitos caminhos… e, quando percebemos, a verdadeira mensagem fica sufocada. O Natal também acabou passando por isso ao longo dos séculos.
Hoje ele mistura tradição religiosa, cultura popular, símbolos antigos e até crenças que nada têm a ver com a origem dessa data. É um grande mosaico. Mas, quando olhamos para a base de tudo, percebemos que existe um núcleo muito simples e poderoso.
Nos evangelhos bíblicos, três deles — Mateus, Marcos e Lucas — contam como foi o nascimento de Jesus Cristo. São relatos narrativos, com detalhes, lugares, personagens e acontecimentos. Mas João, o quarto evangelho, não fala do nascimento em si. Ele fala da essência.
João diz que Cristo veio ao mundo como luz, e que muitos não reconheceram essa luz. Mas alguns reconheceram, alguns aceitaram… e esses receberam algo extraordinário: foram feitos filhos de Deus.
Não por esforço humano, não por tradição, não por conquista. Mas por um ato direto de Deus, oferecendo transformação e novo começo.
Quando entendemos isso, surge uma pergunta natural no coração de qualquer pessoa:
“E se eu também o recebesse?”
Talvez essa seja a pergunta mais importante do Natal, e talvez seja justamente isso que a história moderna, cheia de enfeites e distrações, acabou escondendo.
No fundo, o Natal não fala de árvores, comida, presentes ou festas — embora tudo isso seja bonito quando compartilhado com amor.
O Natal fala de uma chance, de uma luz que veio ao mundo, de um convite para recomeçar, de uma família espiritual que se abre para todos.
E essa mensagem é tão forte hoje quanto já foi há dois mil anos.
Toca a todos nós — ricos ou pobres, da floresta ou da cidade, jovens ou idosos.
A pergunta que fica para cada leitor da Fama Amazônica é simples:
O que o Natal significa para você — e o que você faz com essa luz que ainda hoje insiste em brilhar?
Por Almir Souza
Fonte Redação Fama
Foto AAS





