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Esporte e Clima: O Desafio Amazônico de Unir Paixão e Sustentabilidade

Esporte e Clima: O Desafio Amazônico de Unir Paixão e Sustentabilidade – Um chamado para que todos os amazonidas usem o esporte como exemplo de ação e consciência ambiental. Fama Amazônica traz este artigo como um convite a todos os amazonidas: é hora de agir. A Amazônia, que já inspira o mundo por sua biodiversidade, pode também se tornar referência na forma como o esporte se relaciona com o meio ambiente. Assim como outros setores, o universo esportivo é tanto parte do problema quanto da solução na luta contra as mudanças climáticas — e cabe a nós, amazônidas, liderar pelo exemplo.

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O esporte e sua pegada ambiental – A indústria do esporte movimenta milhões de pessoas e grandes estruturas. Mas também gera impactos expressivos: deslocamento de atletas e torcedores, consumo de energia, construção de estádios e fabricação de equipamentos. Apenas a Copa do Mundo de 2022, no Catar, liberou 3,6 milhões de toneladas de CO₂.

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Ao mesmo tempo, o esporte sofre com as consequências do aquecimento global — enchentes, ondas de calor e eventos climáticos extremos que já afetam competições e o desempenho dos atletas. Essa vulnerabilidade mostra o quanto o setor precisa se adaptar e agir.

O poder da influência esportiva

O esporte possui um poder único de mobilização. Segundo a Nielsen Sports, 76% da população adulta mundial se interessa por alguma modalidade. Essa força simbólica e emocional pode ser decisiva na conscientização climática.

Atletas, clubes e torcedores formam uma rede global capaz de inspirar mudanças reais — desde o consumo consciente até a pressão por políticas públicas.

Em 2024, vimos exemplos inspiradores: clubes brasileiros arrecadando toneladas de doações durante enchentes no Sul e atletas usando sua visibilidade para causas ambientais. O estudo Bigger than the Game, da ONU, mostrou que 70% das pessoas acreditam que atletas devem liderar o debate climático.

Redução e adaptação

Eventos como os Jogos Olímpicos de Paris 2024 mostraram que é possível fazer diferente:

Redução de 54,6% na pegada de carbono em relação a Londres 2012 e Rio 2016.

Uso de energia 100% renovável.

Incentivo ao transporte público e reutilização de arenas existentes.

Esses modelos provam que o esporte pode inovar sem perder sua emoção.
Já em locais como o Australian Open, o calor extremo forçou protocolos de segurança e pausas nos jogos — uma adaptação necessária à nova realidade climática.

O esporte como ferramenta de transformação

Em 2018, a ONU lançou a iniciativa Esportes pela Ação Climática, hoje com mais de 300 entidades comprometidas em reduzir emissões pela metade até 2030.

O Brasil também entrou nessa corrida: durante a COP29, em Baku, o Ministério do Esporte lançou o Plano Nacional de Ação Climática para o Esporte, em parceria com o Instituto Esporte pelo Planeta.

Com a COP30 marcada para Belém, em 2025, o Brasil — e em especial a Amazônia — têm a oportunidade histórica de liderar o movimento global por um esporte sustentável e solidário.

Um chamado à ação dos amazonidas

O esporte é mais do que competição: é cultura, identidade e educação.
Na Amazônia, pode ser também um instrumento de defesa ambiental e social, promovendo práticas sustentáveis desde a base comunitária até os grandes eventos.

Clubes, atletas e escolas esportivas da região podem ser protagonistas dessa mudança — mostrando ao mundo que é possível unir paixão, floresta e responsabilidade climática.

A Fama Amazônica acredita que o esporte deve ser uma ponte entre o ser humano e a natureza.
E convida todos os amazonidas a se basearem nesse exemplo para agir — dentro e fora das quadras, dos campos e das arenas.

Revista Fama Amazônica
Inovação, meio ambiente e esporte — por um futuro sustentável na Amazônia.

Por Almir Souza
Fonte Redação Fama
Foto AAS

Almir Souza

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