🌽 Farinha Artesanal na Amazônia: Tradição que Alimenta e Ensina

Fama Amazônica viveu essa experiência e compartilha os saberes da farinha artesanal, símbolo da resistência e da sabedoria dos povos caboclos e indígenas da Amazônia. É uma prática milenar que une economia, cultura e identidade, mantendo viva uma tradição passada de geração em geração.
Sim, a produção de farinha artesanal representa uma das principais atividades econômicas e culturais das comunidades tradicionais na Amazônia. Além de garantir a subsistência de muitas famílias, ela fortalece o conhecimento ancestral e movimenta a economia local.
🌱 O Processo Tradicional
Durante a fabricação artesanal da farinha são feitas, no mínimo, duas peneirações: A primeira, logo após a prensagem da mandioca, reduz os blocos da massa. A segunda ocorre após o branqueamento, para uniformizar a textura da farinha. O tipo de peneira define a classe da farinha: fina, média ou grossa.
Na maioria das comunidades amazônicas, produz-se a farinha amarela, com textura granulada, crocante e sabor marcante. Essa farinha é muito diferente da farinha fina popular no Sul e Sudeste do Brasil.
É indispensável como acompanhamento de peixes, carnes e na tradicional paçoca de carne seca.
💼 Economia da Floresta
Segundo o pesquisador e redator Almir Souza, da Revista Fama Amazônica: “O lucro com a farinha garante a subsistência, fortalece a cultura local e valoriza o conhecimento tradicional indígena.”
As comunidades costumam comercializar em média 12 sacas por semana.
Cada saca contém o equivalente a quatro latas de 20 litros, que são vendidas separadamente, rendendo um faturamento importante para manter a economia familiar, pagar despesas e adquirir o necessário para o dia a dia. Parte dessa produção vai para Manaus, outros estados do Norte e até países vizinhos que fazem fronteira com o Brasil.
💧 Farinha d’água: o sabor da tradição
Na produção da farinha d’água (grossa), a mandioca é submersa em água para fermentar. Após o amolecimento, ela é descascada, ralada, prensada, seca em forno sob alta temperatura e, por fim, peneirada. Já na farinha seca, o processo é semelhante, mas o resultado é uma farinha mais fina, com sabor também característico.
🧠 Educação e Cultura
Além da renda, esse saber ancestral educa:
O cultivo da mandioca e a produção da farinha funcionam como verdadeiras escolas a céu aberto. Jovens aprendem com os mais velhos, na prática, o valor do trabalho e da tradição.
Fama Amazônica acredita que: “Essa é cultura viva. Passa de pai para filho.
O caboclo e os povos indígenas continuam levando adiante esse saber — e esperamos que assim seja por muito tempo.”— conclui Almir Souza, escritor e defensor das tradições amazônicas.
por Almir Souza Redator
Fonte Redação Fama
Foto AAS





