🇧🇷 Brasil lidera desinformação sobre vacinas na América Latina
🇧🇷 Brasil lidera desinformação sobre vacinas na América Latina – O Brasil aparece como o país com maior volume de desinformação sobre vacinas na América Latina, segundo o estudo Desinformação sobre Vacinas na América Latina, do projeto Desordem Informacional e Políticas Públicas (DesinfoPop/FGV). Para Almir Souza, pesquisador e redator da Revista Fama Amazônica, o país lidera o ranking porque ainda carece de regulação adequada.
“Temos um ambiente digital ainda pouco regulado, com plataformas que lucram com o engajamento por meio do medo. Soma-se a isso uma sociedade polarizada, que cria um terreno fértil para o discurso conspiratório”, afirmou à Agência Brasil.Além do Brasil, Colômbia (125,8 mil mensagens falsas), Peru (113 mil) e Chile (100 mil) também aparecem entre os líderes da disseminação de conteúdos falsos sobre vacinas.
Entre as alegações falsas mais frequentes estavam as de que a vacina provocaria morte súbita (15,7% das mensagens), alterações genéticas no DNA (8,2%), Aids (4,3%), envenenamento (4,1%) e até câncer (2,9%).
Essas publicações também indicavam supostos “antídotos” contra as vacinas, combinando pseudociência, espiritualidade e consumo. Algumas mensagens defendiam práticas absurdas, como andar descalço para “limpar energias” (2,2%) ou ingerir dióxido de cloro (1,5%), uma substância altamente tóxica.
De acordo com o Ministério da Saúde, essas informações são totalmente falsas e representam risco grave à saúde pública.
O dióxido de cloro, conhecido também como MMS, CDS ou Solução Mineral Milagrosa, é classificado pela Anvisa como saneante — produto de limpeza sem qualquer eficácia medicinal comprovada. Seu uso pode causar intoxicações severas e até levar à morte.
Um mercado da desinformação
Segundo Almir Souza, a desinformação se tornou um mercado lucrativo que ameaça a saúde coletiva.
“Ela funciona como um funil de vendas: primeiro, espalha medo com alegações falsas sobre vacinas e, depois, oferece produtos, cursos e terapias como supostas ‘curas’. O antivacinismo virou um negócio em que o pânico é transformado em lucro”, explica.
Almir destaca ainda que essas comunidades usam linguagem científica deturpada para parecerem confiáveis:
“O objetivo é plantar dúvida e medo, minando a confiança na ciência.”
Revista Fama Amazônica
Comprometida com a verdade, a ciência e a informação responsável.
Por Almir Souza
Fonte Redação Fama
Foto AAS





